RFID JOURNAL BRASIL publica notícias da aplicação na EBSE - 16/12/2011

22/12/2011

Indústria pesada adota solução de RFID e se livra da papelada para gerenciar cadeia de suprimentos

A EBSE terceirizou o controle de chegada, saída e manutenção de peças e equipamentos com a Technotag, em um projeto para a gigante do setor de petróleo e gás SBM do Brasil

Edson Perin

dezembro 16, 2011 – Inovação é a palavra-chave da EBSE – Engenharia de Soluções para adotar a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID – Radio Frequency IDentification) em seu projeto para a gigante do setor de petróleo e gás SBM do Brasil, em um projeto que se destina à Petrobras. “Não temos ainda números para dizer o quanto economizamos ou ganhamos em eficiência, porque o projeto é ainda muito recente”, diz Paulo Roberto Pereira Vallado, gerente executivo da Unidade de Serviços da EBSE. “O que já posso garantir é que nos livramos de um monte de papéis para controlar os nossos materiais na cadeia de suprimentos e isso também resultou em agilidade”.

Canteiro de obras da EBSE: indústria pesada controla materiais e equipamentos com RFID

A EBSE contratou a Technotag, empresa que desenvolve, projeta e comercializa soluções móveis com o uso do RFID, depois de dois meses de discussão da proposta de automação da cadeia de suprimentos. “Queríamos que eles participassem da recepção de todos os produtos, até a hora que cada módulo fabricado sair para a fabricação do navio”, segundo Vallado. A Technotag teria de armazenar o histórico de material e de equipamentos da obra, além dos dados sobre a manutenção das partes.

“Apostamos na Technotag. Apesar de nunca terem feito este tipo de serviço, o que foi um desafio para eles, tem dado bons frutos”, avalia Vallado. “Ainda é prematuro dizer se está sendo bom ou ótimo. Até agora posso dizer que o atendimento tem sido muito bom. Além disso, se eu não contratasse a Technotag, teria de ter alguém para cuidar do antigo processo com planilhas de Excel. Teria de gerar um documento para cada produto ou equipamento”, atesta Vallado, dizendo que o RFID fez a EBSE se livrar da papelada.

Indústria pesada adota solução de RFID e se livra da papelada para gerenciar cadeia de suprimentos

Edson Perin

Com a Technotag, a EBSE conseguiu superar uma das principais dificuldades na gestão de grandes empreendimentos: reunir informações sobre a entrada e saída de materiais, detalhes sobre os testes e a instalação dos equipamentos – etapas que, geralmente, demandam muitos profissionais, grande volume de documentos impressos e lentidão no acesso aos dados. No entanto, a aplicação da tecnologia RFID com o sistema Lince WMM (Warehouse Mobile Management) permitiu maior centralização das informações e ganho de agilidade nos procedimentos.

O sistema permite a identificação física dos materiais com tags de RFID desde sua chegada, possibilitando a rastreabilidade e o controle nas diferentes etapas da gestão do almoxarifado (recebimento, inspeção de qualidade, entrada no estoque, armazenamento, localização, requisição, separação, expedição, controle dos locais de estoque e inventário). O resultado é a geração de relatórios do estoque de materiais em tempo real.

A partir dos relatórios completos e atualizados, a empresa tem melhor controle dos locais de estoque através da identificação com transponders de RFID e consegue obter a localização rápida e precisa dos materiais. Com isso, obtém também a garantia física dos itens expedidos para a produção, entre requisição, separação e expedição. Outra funcionalidade oferecida pelo sistema é o controle das sobras resultantes da fabricação dos spools, evitando desperdícios.

“Quando optamos pela Technotag a gente não sabia exatamente quanto gastaria nesta mudança de processo. A idéia inicial da gente era ser diferente dos outros, inovar, que é o nosso diferencial corporativo. Não tenho como dizer agora se houve uma redução de 20% ou 30% nas operações. O que nós realmente queremos é ter um sistema muito melhor do que se teria guardando papel”, acrescenta Vallado. “Na hora que alguém quiser ver informações sobre os materiais e equipamentos, eu não vou ter arquivos de papel, porque todo o processo é eletrônico”.

O navio da SBM, que tem sede em Mônaco e escritórios na Holanda e Inglaterra, além do Brasil, será destinado à Petrobrás. Quando pronto, o navio receberá óleo para fazer pré-tratamento, antes de mandar o produto para a terra, retirando água salgada e enxofre. “Estamos construindo quatro de um total de 18 a 16 módulos”, diz Vallado. As outras partes do navio serão fornecidas por outros fabricantes. A EBSE está fabricando na cidade de Itaguai (RJ) os seguintes componentes do navio: dois módulos de gás; um modulo de válvulas, que controla todos os fluidos; e um módulo complementar, que controla, por exemplo, combustível de helicóptero para operações etc.

De acordo com Lucas Sperotto, diretor geral e CEO da Technotag, o sistema começou a ser implantado em julho deste ano, com a introdução de coletores de dados portáteis, tags RFID e software; e deve prosseguir até pelo menos meados do ano que vem, quando se prevê a conclusão do navio.

“No momento em que os produtos entram, eles são catalogados e armazenados, monitorados e conferidos. O pessoal de fiscalização final utiliza o nosso sistema para auditoria. Toda a informação do que foi feito e do que ainda deve ser feito no futuro está no software, incluindo o inventário, localização das peças no canteiro de obras etc. Como é muito grande temos de localizar cada produto com um sistema conectado ao Google Maps”, declara Sperotto

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Technotag quer o triplo com pré-sal

BAGUETE -  Guilherme Neves – quarta-feira, 21/12/2011 – 16:10

A gaúcha Technotag está apostando no pré-sal para triplicar seu faturamento em 2012.  Empresa especializada em comissionamento com RFID, a empresa é uma das únicas que podem fornecer os chips para controle de materiais à Petrobras, estatal que assume a exploração do pré-sal.

“Queremos aumentar a nossa equipe, hoje de 25 pessoas, com mais gente em TI e no campo”, diz Lucas Sperotto, CEO da Technotag.

Tudo isso devido à importância do comissionamento.

O quê?
“Comissionamento corresponde a todas as fases que uma construção tem para que uma planta chegue ao processo de funcionamento”, começa a explicar Sperotto.

Na prática, materiais utilizados para construir uma plataforma de petróleo – canos, dutos, estruturas metálicas – recebem uma etiqueta com de identificação por rádio frequência no momento em que entram no local de armazenamento.

Um formulário com as informações de cada peça é preenchido.

Munidos de PDAs, os profissionais de campo têm acesso, a cada momento, a dados como estado das peças e o estágio de preparação para uso na obra em que ela se encontra.

“Tudo isso chega em tempo real para o gestor”, explica Sperotto.

A própria Tecnotag coloca as etiquetas em cada produto e ajuda os clientes nos passos iniciais do uso do sistema.

Vagão chipado
Segundo Sperotto, o setor ferroviário é um forte candidato à usar a tecnologia.

“Eu posso etiquetar cada engrenagem, eixo ou roda de um vagão, trazer ele para um galpão e fazer a leitura dos dados de cada um desses coponentes, como tempo de uso e cálculo de desgaste, apenas com antenas. É muito mais rápido do que ter que localizar peça por peça, número por número, e então olhar num papel”, opina.

Força em óleo e gás
Além do petróleo e gás, e o ferroviário, o setor calçadista, diz Sperotto, poderá se beneficiar. Antes de engraxar os sapatos, no entanto, a Tecnotag segue se sujando de óleo, e com satisfação.

EBSE, Consórcio Ipojuca e UTC Engenharia estão na carteira de clientes.

“Muitos deles prestam serviços para a Petrobras”, explica Sperotto.

Com sede no Tecnopuc, a empresa opera desde 2006 com seu pacote completo de soluções. Ela também oferece serviços de comissionamento com módulos de SaaS.

Geralmente, os processos são de quatro meses, para a instalação e 50 mil tags, mas a empresa tem capacidade para até um milhão de tags.

Hoje, a empresa desenvolve o encapsulamento de transponder. Uma equipe de P&D desenvolve as unidades de encapsulamento. A parceira no fornecimento do transponder é a Valid.

“Já tivemos transponders encapsulados e instalados para operar no fundo do mar, a 3 mil metros de profundidade”, conta Sperotto.

Pré-sal para o Sul
No Brasil, uma das áreas mais prósperas com a descoberta da camada pré-sal está entre os estados do Espírito Santo e Santa Catarina.

O impacto econômico do pré-sal na região, contudo, é mais amplo, e estende-se ao Rio Grande do Sul.

Os US$ 55 bilhões que a Petrobras investirá no pré-sal até 2015 abrem a oportunidade para a indústria da região tornar-se fornecedora dos 350 mil itens que a cadeia petrolífera demandará.

Além de estaleiros na cidade de Rio Grande, no litoral gaúcho, empresas de automação como a Altus, com sede em São Leopoldo, fechou contratos da ordem de R$ 120 milhões, envolvendo plataformas.